
Meu Chapéu... Eu tinha prometido isso pra semana passada, hauahuahua... É que tive uma semana louca...
Mas enfim... Dia 6 último, tive a oportunidade de assistir e participar de um evento um tanto fora do comum, o "Rock in Sid 2", devido ao sucesso do primeiro.
No dia anterior, eu e o João Paulo (guitarra e vocal, Butanos) havíamos tomado um fogo de proporções monumentais, de andar cambaleando madrugada afora... por isso, no sábado de tarde, quando ele chegou lá em casa com uma latinha de skol na mão, me impressionei com a resistência etílica do meu nobre amigo. resolvi me resguardar um pouco e passar a tarde a seco.
Então fomos até a Live Pub, local do evento, para passar o som... Montei guitarra e teclado enquanto o João mudava para as long necks... A Live é bacana, mas acho que fica num lugar um tanto inadequado para um evento underground. afinal, fica na avenida e faz campanhas poser, o que é muito "mainstream", como diria o amigo Rafa Mattioni...
Pois bem, saltemos algumas horas no tempo. A banda de abertura, a recente "Nitrix", mostrou muita competência, e apesar de ainda não estarem muito entrosados, vê-se um potencial enorme no guitarrista/backin' vocal Lucas, no baterista Vilsinho, no violonista Jarbas e principalmente no vocalista Elvis, que fez performance incrível, embora freqüentemente prejudicado pelo Rafa do som, que ficava botando uns efeitos toscos e desnecerários na voz. E no baixo, tinha uma participação inusitada do Tarly, ex guitarrista da Blekaut, que mandou muito bem. Foi um set curto, de cinco músicas, mas muito jóia... O fechamento, com "Piano Bar" foi lindo. tomara que continuem mandando ver.
Depois veio a "Fim das Obras", com a adição bem sacada de chamar nosso amigo Jonatan 'Minhoca' para os vocais. Furiosa, como sempre, mandaram ver nos clássicos do naipe de "Moto" e "Cachorro Louco", com as costumeiras peculiaridades. O destaque, para variar, foi a atuação ensandecida do Du, esmurrando a bateria em sua pegada forte (fora de empulha!).
Então, o João anunciou o Velvet, e fomos até o palco. Não vou julgar minha própria atuação mas acho que foi divertido. o Destaque aqui foi o próprio João, que, bebendo ininterruptamente desde que acordou, a essas horas já estava completamente alucinado. E resolveu na metade da apresentação subir no palco e pedir pra gente acompanhar ele numas músicas... foi muito louco. tivemos que cortar um terço do repertório por causa da intervenção e o Thiago arrebentou uma corda, mas no final achei bem divertido. Posteriormente uma amiga me perguntou quantas o João tinha cheirado, e eu disse "Não, cara... o João é assim mesmo!". Queria também prestar minha homenagem ao grande Giovani, que quebrou um baita galho em substituir o Wolff, que não pôde comparecer, mandando muito bem no baixo, ainda que não pudemos ensaiar...
Na seqüência, o João se atravessou e anunciou o "Barbaquá Trio", o que deixou confusa a gurizada da "Hard Road" que já estava se arrumando. Assim, entrou o Barbaqua. Foi maravilhoso... Nunca tinha visto o Marcelo amparado por uma banda, e o Giovani e o Gerônimo formam uma cozinha forte, concisa e sensacional. Mas enfim, nosso amigo, mestre das doze cordas, promoveu o momento mais "love & peace" do festival, o que eu achei muito legal. Mandaram ver uns Rita Lee, me chamaram pra cantar em "Stand by me", emularam inadvertidamente a performance de Raul Seixas no Hollywood Rock '75 e fecharam com a "Casa de Rock", do Casa Das Máquinas, pra delírio da gurizada.
Aí sim, veio a "Hard Road", que entrou quebrando tudo numa versão alucinada de "Jumpin' Jack Flash", com um lampejo de técnica do mestre Davi, que conseguiu extrair a perfeita sonoridade "sixties" que a música exige, coisa que pouquíssimos bateristas se propôem a fazer hoje em dia. ainda que tenha matado a pau em toda a apresentação, é claro. O Juliano também se destaca pelo fato de ser um dos únicos baixos que eu ouvi com clareza, devido ao descaso do Rafa do som com o pessoal dos graves (na verdade com quase todo mundo, visto que eu próprio ouvi muito mal as guitarras, vocais e teclado! Mas isso é outra história...). E o Thanior, sempre dando um show. Destaque para"Highway to hell" (sempre magnífica!) e "Sob um céu de blues", onde o pessoal agitou bastante e o solo foi como um tapão na orelha, só faltando aquele feedbackzinho no fim, que eu não ligo porque acho que nem o próprio Nei Van Sória consegue mais fazer igual...
Depois veio "Jack Drive". Tudo o que falei da Hard Road se aplica também aqui. mesmo efêmero, foi matador. chegaram detonando "Born to be wild", metendo "Back in Black" na seqüência. Depois ficou meio morno. Mas foi interessante ver o Patrick do baixo, que fazia tempo que eu não via e perceber que o Matheus está cada vez melhor naquela guitarra...
Pra encerrar veio o "Sonorah". Já era quatro da matina e metade do pessoal tinha ido embora, o que eu achei um tanto desreipeitoso, mas total... foi uma apresentação um tanto acidentada, pois o Alemão Matheus estava revoltado porque não conseguia ouvir o baixo, o Bonnes furioso porque não tinha retorno e o Charles completamente bêbado, fatores que prejudicaram um pouco algumas músicas, como "Prisioneiro", onde faltou a pegada explosiva da formação anterior. Mas entre perdas e ganhos, foi muito bom. "Enter Sandman" foi um monumental desfecho para o festival.
Posteriormente, o Rafa do som botou uns funks cariocas pra tocar... daí eu vim embora...
No final das contas, o saldo foi positivo. Curti bastante essa segunda edição do Rock In Sid e acho que a gurizada também, mas continuo preferindo a primeira, pois a Sobasa, além de ser um lugar mais underground, ainda oferece ambiente lounge open air pra gurizada poder conversar, fazer uma roda de viola e "otras cositas mas".
Já anunciaram a terceira edição mais pro fim do ano... tomara que honre as anteriores...
Flw!
Abraços!